A imbecilidade florescente

Por François Silvestre

Essa é a luminosidade do momento político nacional. Por partes, pra não cansar o leitor.

Parte um. Um ministro da educação, notoriamente analfabeto, é defenestrado para dar ao presidente belicoso, recuante, uma trégua na sua luta inglória contra o Supremo Tribunal Federal, a togada caverna dos morcegos.

Parte dois. O substituto na referida pasta da educação, tudo minúsculo, apresenta um currículo mentiroso, editado, de graduações incompletas, com acusações de plágio, e mesmo assim, bem recebido pela comparação com o monstrengo anterior.

Parte três. O monstrengo defenestrado viaja para os Estados Unidos com visto de passaporte diplomático, e após lá chegando, teve a demissão do cargo revista no Diário Oficial, com data antecipada, o que torna sua entrada naquele país uma clara violação da lei de migração. Para completar, o imbecil anuncia sua designação para uma diretoria no Banco Mundial. Houvesse ficado calado, talvez se consumasse a indicação. Com o anúncio, a comunidade diplomática e financeira internacional já se mobilizou para impedir a entrada do sacripanta naquele Banco.

Parte quatro. Pra completar a luminosidade florescente da imbecilidade, só a Ave Maria, aff, de Bolsonaro, com o sanfonado da Embratur, libra de Damares e cara de bunda do presidente fingindo sofrimento pelos mortos da “gripezinha”.

Parte cinco. E por falar em imbecilidade consumada, o mesmo presidente da mesma Embratur, faz uma live em inglês. Deus do céu. Permita-me Fernando Monteiro, romancista e cineasta de Pernambuco, a lembrança dos epitáfios na língua da Grã Bretanha, na sua obra fantástica “O inglês do cemitério dos ingleses”.

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Fonte: Blog Carlos Santos